Sempre ...
e breve ,
inconstante ...
na busca ...
preso !
Num sopro de vento
Num raio de luar
vivo a sonhar com teus beijos
meus desejos
meus anseios
Sonhos
Ah ! Estes doces sonhos que me fazem acordar suado
Ah ! Este pesadelos que me fazem sentir medo
Não da vida e nem da falta .
Mas sim de não tê-los novamente ...
Não, de não tê-la
Mas de não reconhece-la, quando a vir
Pois a desejo, já tanto tempo, que nem sei como
Já te encontrei tantas vezes, que misturei tua face
Já te achei em tantas pessoas, que perdi teu cheiro
e não eras nenhuma
e eras todas .
Todas tinham um pouco de ti e nenhuma era
e eu sempre ficava, a cada vez, mais vazio
eu te achei varias vezes e te perdi
eu me encontrei tantas vezes e me perdi
E a cada vez que te perdia, eu me perdia
e me achava de novo em cada pena
em cada lápis
em cada caneta, em cada copo, em cada ponta
e em cada uma das coisa que perdia, somava outras
e em mim crescia, a cada vez mais, meu amor por ti
mesmo sem saber se você realmente existia
ou era fruto de minha ânsia
ou de minha carência
de minha ferveção
e em cada busca , em cada perda
sempre sobrava um pedaço teu
e vivo com estes pedaços, a te procurar
e, esperando te encontrar, pergunto
você existe realmente ?
¬
Estilhaços : Fazer a cada dia 10/2003
Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive
Partindo desta frase, que não sei de quem é
mas, explica muito bem o quê
que, se de vontade a vida vai
de se fazer, a vida vive
e fazer, cansa menos que não fazer
pois o não feito te cobra o amanhã
mesmo que no ontem não tenha sido possível
te sobra o hoje todo por fazer
¬
Partindo desta frase, que não sei de quem é
mas, explica muito bem o quê
que, se de vontade a vida vai
de se fazer, a vida vive
e fazer, cansa menos que não fazer
pois o não feito te cobra o amanhã
mesmo que no ontem não tenha sido possível
te sobra o hoje todo por fazer
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Prisioneiro do Tempo 02/2004
Dá-se o tempo que corre e voa
e perde-se a esperança do tempo parar
e na volta da razão à mente
cai-se na real do desejo findo
e não mais se insiste num tempo que não vem
pois feito para adiante seguir
e volta, indistintamente, em busca
faz-se ciclo que não realiza
e fica-se a eterna frustração
de se procurar sempre aquilo que não vem
em negação de se aproveitar o (bom) que se tem
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e perde-se a esperança do tempo parar
e na volta da razão à mente
cai-se na real do desejo findo
e não mais se insiste num tempo que não vem
pois feito para adiante seguir
e volta, indistintamente, em busca
faz-se ciclo que não realiza
e fica-se a eterna frustração
de se procurar sempre aquilo que não vem
em negação de se aproveitar o (bom) que se tem
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Cada um 08/2009
Tenho fome
Mas, também, tenho sono
Eu busco
Mas, também, me canso
Eu quero
Mas, também, espero
E tudo isto é unilateral
Não basta eu querer, buscar e esperar
Se você não quer
Dois e dois são quatro ou vinte e dois
Depende do interesse
E da disposição dos 2.
E neste caso parece ser 1
Pois não se soma, mas, não se diminui
Não se multiplica
Se divide!
E nesta divisão
Fica se a lembrança
De quando os 2 eram um
Mas agora é cada um
Sendo 2 e não um mais
E fica-se somente a lembrança
Do que foi ...
Sem esperar que tornem a ser !
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Mas, também, tenho sono
Eu busco
Mas, também, me canso
Eu quero
Mas, também, espero
E tudo isto é unilateral
Não basta eu querer, buscar e esperar
Se você não quer
Dois e dois são quatro ou vinte e dois
Depende do interesse
E da disposição dos 2.
E neste caso parece ser 1
Pois não se soma, mas, não se diminui
Não se multiplica
Se divide!
E nesta divisão
Fica se a lembrança
De quando os 2 eram um
Mas agora é cada um
Sendo 2 e não um mais
E fica-se somente a lembrança
Do que foi ...
Sem esperar que tornem a ser !
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O tempo e o desejo 06/2002
Meu tempo é contado.
Não só o meu
O tempo é finito
enquanto que os desejos não
enquanto sobra um, falta ao outro
e quase que se completam
e quase que se satisfazem
porém o tempo acaba
os desejos não
no mínimo eles se modificam
o tempo não
imutável
o desejo sim
realizado, se foi bom
sempre retorna
e mesmo igual, fica diferente
e mesmo diferente, satisfaz-se igual
mas o tempo não, segue adiante do mesmo modo
sempre igual
mais um, menos um
e no fim, o que sobra são os desejos
os realizados e os não
pois o tempo acaba e,
da vida a gente leva a vida que a gente leva !
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Não só o meu
O tempo é finito
enquanto que os desejos não
enquanto sobra um, falta ao outro
e quase que se completam
e quase que se satisfazem
porém o tempo acaba
os desejos não
no mínimo eles se modificam
o tempo não
imutável
o desejo sim
realizado, se foi bom
sempre retorna
e mesmo igual, fica diferente
e mesmo diferente, satisfaz-se igual
mas o tempo não, segue adiante do mesmo modo
sempre igual
mais um, menos um
e no fim, o que sobra são os desejos
os realizados e os não
pois o tempo acaba e,
da vida a gente leva a vida que a gente leva !
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Ao Encontro de meu futuro 02/2001
Sabe que tem dias que penso muito
Outros nem tanto
Mas nenhum , nenhum dia mesmo
Deixou de estar em meu coração
De me chamar à noite para sonhar contigo
De me seduzir com palavras de desejos
De me mostrar um novo jeito
Um novo modo de programar meu futuro
Um futuro novo em minha vida
e fez da solidão minha melhor amiga
e da saudade minha companheira renitente
e sendo assim sigo caminhando
ao encontro de meu futuro ...
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Outros nem tanto
Mas nenhum , nenhum dia mesmo
Deixou de estar em meu coração
De me chamar à noite para sonhar contigo
De me seduzir com palavras de desejos
De me mostrar um novo jeito
Um novo modo de programar meu futuro
Um futuro novo em minha vida
e fez da solidão minha melhor amiga
e da saudade minha companheira renitente
e sendo assim sigo caminhando
ao encontro de meu futuro ...
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A vida é breve 21/09/1977 (Pré Histórica)
A vida é breve 21/09/1977
Medo, medo, medo, tolice
Corre aos meus braços! Vem não tenhas pejo !
Traz teu beijo ao encontro do meu beijo
e deixa-os lá dizer que é doidice
Não esperes o gelo da Velhice
Não sufoque o lúbrico desejo
Que nos teus olhos úmidos eu vejo
foges de mim ?... Faria Mal ?... Quem disse ?...
Ora o dever ! o Coração não deve
O amor, se é verdadeiro não ultraja
Nem mancha a alma, embora alva de neve
Vem ! Que o teu sangue aquecido rega
Amemo-nos, amor, que a vida é breve
E outra melhor, talvez, não haja !
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